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GTIN no Google Shopping: como usar o EAN-13

Foto do escritor: Karen Soares
Karen Soares
27 de ago.
6 min de leitura

GTIN no Google Shopping é o número que identifica um produto de forma única dentro do feed do Google Merchant Center, e na prática esse número é o código universal padrão EAN-13, com 13 dígitos. Sem esse campo preenchido corretamente, produtos de marca costumam ser reprovados no Merchant Center ou perdem alcance nas campanhas. Este guia mostra exatamente o que preencher, onde preencher e como evitar as reprovações mais comuns.

Resumo rápido

  • GTIN é a sigla de Global Trade Item Number: o número que identifica um item comercial no mundo todo.

  • No Brasil, o formato de GTIN mais usado no varejo é o EAN-13, composto por 13 dígitos numéricos.

  • No Google Merchant Center, esse número é enviado no atributo chamado "gtin" dentro do feed de produtos.

  • O último dígito do EAN-13 é o dígito verificador e é calculado a partir dos 12 dígitos anteriores.

  • Cada produto e cada variação (cor, tamanho, voltagem) precisa de um código universal padrão EAN-13 diferente.

  • Um feed com GTIN válido e não duplicado costuma ter aprovação mais rápida e menos itens bloqueados.

O que é GTIN no Google Shopping?

GTIN é um número de identificação global de produto. No Google Shopping, o GTIN é o campo que conecta o seu anúncio ao produto real, permitindo que o Google entenda que a sua oferta e a oferta de outro vendedor se referem ao mesmo item.

Na prática brasileira, preencher o GTIN significa preencher o código universal padrão EAN-13 do produto. São 13 dígitos numéricos, sem letras, sem espaços e sem traços. O Google também aceita outros formatos de GTIN, como UPC de 12 dígitos, muito comum em produtos dos Estados Unidos, e o EAN-8, usado em embalagens pequenas.

O GTIN é diferente do seu código interno. O código interno é o SKU, criado por você para controlar estoque. O GTIN é o número que o mercado inteiro reconhece. Se você quiser entender melhor essa separação, leia o guia sobre a diferença entre SKU e EAN.

Preciso de GTIN para anunciar no Google Shopping?

Na maioria dos casos, sim. O Google Merchant Center pede o atributo gtin para produtos novos que pertencem a uma marca identificável. Sem esse número, o item entra no feed com identificação incompleta e fica em desvantagem competitiva.

Existem exceções previstas pelo próprio Google, normalmente produtos que realmente não possuem identificador comercial, como itens feitos sob encomenda, peças personalizadas e determinados produtos artesanais. Nesses casos, o feed usa o atributo identifier_exists com o valor "no". Usar essa saída para fugir do preenchimento é um erro caro: o Google trata identificação incompleta como sinal de menor qualidade do anúncio.

Se você vende produto de marca própria, revenda, importação ou produto genérico com sua própria marca, o caminho correto é atribuir um código universal padrão EAN-13 válido a cada item e usar esse número no campo gtin.

Como preencher o GTIN no Google Merchant Center: passo a passo

  1. Liste todos os produtos que vão para o feed, separando cada variação (cor, tamanho, voltagem) como uma linha independente.

  2. Atribua um código universal padrão EAN-13 diferente para cada linha da lista. Nunca repita o mesmo número em duas variações.

  3. Confirme que cada número tem exatamente 13 dígitos numéricos e dígito verificador correto antes de subir qualquer coisa.

  4. Monte a planilha do feed com as colunas obrigatórias: id, title, description, link, image_link, availability, price, brand e gtin.

  5. Preencha a coluna gtin apenas com os 13 dígitos, sem apóstrofo, sem espaço, sem hífen e sem notação científica gerada pelo Excel.

  6. Formate a coluna como texto na planilha. Esse detalhe evita que o programa transforme 7891234567895 em 7,89123E+12 e quebre o feed inteiro.

  7. Envie o feed no Google Merchant Center, aguarde o processamento e revise a aba de diagnóstico item por item.

Depois do primeiro envio, mantenha o hábito de revisar o diagnóstico sempre que adicionar produtos. Erro de identificação em massa costuma aparecer justamente em lote novo, não no catálogo antigo.

Por que o Google reprova um produto por GTIN inválido?

A reprovação por GTIN inválido acontece quando o número enviado não passa na verificação do Google. As causas mais frequentes são simples de corrigir.

  • Dígito verificador errado: o 13º dígito não bate com o cálculo dos 12 primeiros.

  • Quantidade de dígitos errada: o campo veio com 12 ou 14 caracteres em vez de 13.

  • Caracteres extras: espaço, traço, ponto ou apóstrofo colados no número pela planilha.

  • Número duplicado: o mesmo código foi usado em dois produtos ou em duas variações diferentes.

  • Formatação científica: o Excel converteu o número longo e enviou algo como 7,89123E+12.

  • Código inventado à mão: sequência criada sem cálculo do dígito verificador, que quase nunca é válida.

Antes de enviar qualquer feed, vale rodar uma checagem rápida de validade nos números. O passo a passo está no artigo sobre como validar se um código EAN-13 é válido. Se o erro já apareceu no painel, o artigo sobre erro de GTIN inválido traz a correção item por item.

Qual a diferença entre GTIN, EAN-13, SKU e MPN?

Esses quatro termos aparecem juntos no feed do Google e confundem muito vendedor. A separação é direta.

  • GTIN: nome genérico do identificador global de produto. É a categoria, não o formato.

  • EAN-13: o formato de GTIN com 13 dígitos, padrão no varejo brasileiro. É o número que você digita no campo gtin.

  • SKU: código interno criado por você para controle de estoque. Vai no atributo id do feed, não no gtin.

  • MPN: código de peça do fabricante. Serve para identificar o item dentro da linha de um fabricante específico.

Resumindo em uma frase: EAN-13 é um tipo de GTIN, SKU é seu controle interno e MPN é o código do fabricante. Só o EAN-13 entra no campo gtin.

Quantos códigos universais padrão EAN-13 eu preciso para o feed?

A conta é uma por variação vendável, não uma por modelo. Se você vende uma camiseta em 3 cores e 4 tamanhos, são 12 variações e 12 códigos diferentes.

Faça a conta antes de comprar, some 20% a 30% de folga para lançamentos dos próximos meses e compre uma vez só. Comprar em lotes pequenos e repetidos costuma sair mais caro e ainda gera retrabalho de planilha. Os pacotes disponíveis vão de 100 códigos até 10.000 códigos, então dá para dimensionar conforme o tamanho do catálogo.

Vendedor com catálogo em crescimento normalmente erra para baixo. Se o plano é subir 300 SKUs nos próximos 6 meses, comprar 100 códigos hoje significa parar a operação no meio do caminho.

Como preparar seus códigos antes de subir o feed

  1. Crie uma planilha de controle com as colunas: código EAN-13, produto, variação, marketplace ou canal, data de uso e status.

  2. Marque cada código como "usado" no momento em que ele entra em um anúncio. Isso elimina duplicidade.

  3. Guarde a planilha em nuvem, com backup. Perder o controle de códigos é perder o rastro de todo o catálogo.

  4. Antes de gerar o feed, filtre a planilha por status para não reaproveitar um número já publicado.

  5. Use a mesma planilha como fonte única para Google Shopping, marketplaces e sistema de gestão.

Se você ainda não tem esse controle montado, o modelo de organização está detalhado no artigo sobre como organizar códigos EAN-13 em planilha.

Perguntas frequentes

O GTIN do Google Shopping é o mesmo do marketplace? Sim. O mesmo código universal padrão EAN-13 usado no Mercado Livre, na Shopee, na Amazon ou no Magalu é o número que vai no campo gtin do Google Merchant Center. Um produto tem um único EAN-13, válido em todos os canais.

Posso deixar o campo gtin em branco? Só quando o produto realmente não tem identificador comercial, e nesse caso é preciso declarar identifier_exists como "no". Para produto de marca, deixar em branco enfraquece o anúncio e aumenta a chance de reprovação.

Preciso imprimir o código de barras na embalagem para usar no Google Shopping? Não. O Google Shopping usa apenas o número. A imagem do código de barras só é necessária quando o produto vai ser lido por leitor óptico em loja física ou em centro de distribuição.

Cada cor do mesmo produto precisa de um GTIN diferente? Sim. Cada variação vendável é um item comercial distinto e precisa do próprio código universal padrão EAN-13. Repetir o número entre variações gera duplicidade e reprovação no feed.

Posso trocar o GTIN de um produto que já está anunciado? É possível, mas evite. A troca reinicia o histórico de identificação daquele item no Google e pode causar reprovação temporária até o novo número ser processado.

Conclusão: identifique certo e o feed para de brigar com você

GTIN no Google Shopping não é burocracia: é o que permite ao Google reconhecer o seu produto e colocar o seu anúncio na disputa. Preencher com um código universal padrão EAN-13 válido, único e bem formatado resolve a maior parte das reprovações antes que elas aconteçam.

Se o seu catálogo ainda não tem código para cada variação, esse é o gargalo a resolver primeiro. Compre seus códigos universais padrão EAN-13 na Código Shop, receba a lista por e-mail e suba o feed com a identificação completa desde o primeiro envio.

 
 
 

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